Conteúdo do Ensino Médio poderá sofrer mudanças radicais



Segundo um projeto, o currículo escolar do Ensino Médio seria basicamente a matriz do Enem.

O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) está discutindo uma série de mudanças que vem causando polêmica no sistema de ensino das redes estaduais de todo o país.

Na última conferência que ocorreu em Manaus, no último final de semana, foi discutida a possibilidade do currículo escolar do Ensino Médio ser basicamente a matriz do Enem, que também sofreria mudanças. A ideia seria a existência de mais de um Enem, um para o conteúdo básico e outro para o que o aluno decidiu ter ênfase.



O Ensino Médio ocuparia 75% de todo o tempo, dividido em linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas, a mesma do Enem, pondo de certa forma, um fim às matérias escolares. A ideia é dar mais liberdade ao aluno para ter uma formação com ênfase em uma área em específico, os 15% restantes seriam destinados a uma educação técnica e profissionalizante.

Também foi discutida a obrigatoriedade do Inglês nas escolas. Foi consenso entre os participantes que o Inglês é de fundamental importância, porém, acabou se tornando um dos pontos mais polêmicos, pois em regiões como o estado do Amapá, 90% das escolas possuem o ensino do Francês e não do Inglês, visto a proximidade coma Guiana Francesa e se sofre com a escassez de professora de língua inglesa.



Além disso, discutiu-se a real utilidade do Inglês nas escolas, afinal de contas, é sabido que nenhum estudante que cursa o Inglês apenas no Ensino Médio, sai com, no mínimo, uma base interessante para ser utilizada no cotidiano.

A questão é tão polêmica e as mudanças tão profundas, que ainda é necessário entrar em consenso com as Universidades, pois alterariam o modelo atual de licenciatura.

Tal conjunto de mudanças deverá constar no Projeto de Lei nº 6.840/2013, em tramitação na Câmara dos Deputados, que também prevê o ensino integral obrigatório de 7 horas para as redes estaduais. O projeto deve ser votado até o final deste ano.

Por Gabriel Mazzo Cândido

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