Governo Federal abrirá quatro novos cursos de Medicina no RS


O Governo Federal autorizou a abertura de 39 novos cursos de medicina em todo o país, sendo quatro deles no estado do Rio Grande do Sul – nos municípios de Erechim, Ijuí, Novo Hamburgo e São Leopoldo.

As cidades escolhidas para a abertura dos cursos têm cerca de 70 mil habitantes e não possuem curso superior de medicina, por isso a urgência da abertura desses cursos.


Os critérios para a escolha dos municípios foram a necessidade devido a ausência de médicos, a estrutura da rede de saúde e a capacidade para a abertura de residência médica. Nenhum dos municípios escolhidos é capital, sendo todos regiões metropolitanas e interior.

O Brasil, atualmente, têm 21.674 vagas autorizadas para cursos de medicina, sendo 11.269 no interior e 10.045 nas capitais. São 274 mil médicos no país e a meta do governo é chegar a 600 mil médicos até 2026, o que daria em média 2,7 profissionais por mil habitantes, como no Reino Unido.

Os municípios passaram por uma avaliação de uma comissão de especialistas na área de saúde e educação. Outros sete municípios terão até seis meses para fazer os ajustes recomendados e concorrerem novamente.



Os municípios que receberão os novos cursos de medicina serão: Alagoinhas (BA); Eunápolis (BA); Guanambi (BA); Itabuna (BA); Jacobina (BA); Juazeiro (BA); Cachoeiro do Itapemerim (ES); Contagem (MG); Passos (MG); Poços de Caldas (MG); Sete Lagoas (MG); Tucuruí (PA); Jaboatão dos Guararapes (PE); Campo Mourão (PR); Guarapuava (PR); Pato Branco (PR); Umuarama (PR); Angra dos Reis (RJ); Três Rios (RJ); Vilhena (RO); Erechim (RS); Ijuí (RS); Novo Hamburgo (RS); São Leopoldo (RS); Jaraguá do Sul (SC); Araçatuba (SP); Araras (SP); Bauru (SP); Cubatão (SP); Guarujá (SP); Guarulhos (SP); Jaú (SP); Limeira (SP); Mauá (SP); Osasco (SP); Piracicaba (SP); Rio Claro (SP); São Bernardo do Campo (SP); São José dos Campos (SP).

Segundo o Ministro da Saúde, Arthur Chioro, o objetivo é garantir a interiorização da formação: “A estratégia é que as regiões do interior possam oportunizar aos seus estudantes o acesso a um curso de medicina e à residência médica, que são decisivas no processo de fixação dos profissionais”.

Por Nathalia Henderson

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