Idosos voltam a estudar para conquistar seus sonhos


Com a população idosa crescendo no Brasil, um novo formato sociocultural vem sendo criado. Os idosos estão cada vez mais ativos e buscam nas escolas e universidades oportunidades de conquistar seus objetivos.

As pesquisas mais recentes revelam que a população brasileira está envelhecendo. Diante desta nova realidade, o perfil social vai se moldando, definindo um novo formato sociocultural e redirecionando as políticas públicas, como exemplo temos as novas diretrizes voltadas para a aposentadoria.

Segundo o IBGE, hoje são cerca de 4,5 milhões de idosos no mercado de trabalho. A previsão é que existam até o ano de 2025, mais de 32 milhões de idosos em todo Brasil, sendo que em 2012 existiam 21 milhões de pessoas com 60 anos de idade ou mais.


O perfil da população idosa hoje é bem diferente da época dos nossos bisavós. A imagem de velhinhos em casa tricotando ou assistindo TV vai dando espaço a uma população economicamente e profissionalmente ativa.

Com o novo perfil social, e a necessidade de estar na ativa, os idosos também buscam novos conhecimentos, buscam estudar.

Com o aumento da longevidade os idosos se sentem motivados a ir atrás de projetos adormecidos, querem se sentir úteis, ganhar independência e realizar os seus sonhos. Aproveitam a oportunidade que não tinham em tempos da juventude. É neste cenário que entra a escola na realidade dos idosos.



Hoje podemos contar com programas que incentivam a educação dos adultos, como o projeto de Educação de Jovens e Adultos – EJA, uma alternativa que vem dando aos adultos e idosos a oportunidade de resgatar os estudos, assim como o Programa Brasil Alfabetizado, que dá oportunidade de alfabetização para aqueles que não tiveram a oportunidade de aprender a ler, possam sonhar em alcançar novas conquistas através da alfabetização. Assim como não é mais surpresa encontrar nas salas de aula de diversas faculdades e universidades pessoas idosas cursando o nível superior com muita dignidade.

É crescente o número de idosos que frequentam uma universidade pela primeira vez. E até mesmo, com a tecnologia de hoje, nem precisam ir até a faculdade, pois podem estudar também na modalidade a distância – EAD.

A sociedade não pode fechar os olhos diante desta realidade, assim como as políticas públicas têm o dever de conscientizar a nação de que não cabe mais o preconceito, a intolerância e a exclusão e que medidas devem ser tomadas para reestruturar e fortalecer cada vez mais a implementação de políticas voltadas para esta parcela da população.

Por Lilian de Oliveira

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