Mudanças nos Cursos de Engenharia – Novas Diretrizes do MEC


Novas Diretrizes visam diminuir o índice de evasão dos cursos.

O Ministério da Educação (MEC) homologou as novas Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Engenharia, as famosas DCN, propostas em janeiro desse ano por seu órgão afiliado, o Conselho Nacional de Educação (CNE).

A fim de aproximar a teoria à prática, as novas Diretrizes Curriculares ajustarão a grade curricular dos cursos de graduação nas diversas engenharias com o intuito de que os engenheiros que se graduarem tenham capacidade de se adequar à Indústria 4.0 e superar os desafios da profissão. As DCN também visam diminuir a evasão, que crescia a cada ano.


Os calouros dos cursos de graduação em engenharia que já adotaram as Diretrizes Nacionais na grade curricular notaram que o currículo oferece mais chances de se aperfeiçoar em atividades práticas e, além disso, as disciplinas estão mais integradas por conta da interdisciplinaridade.

Confira abaixo as principais mudanças, a finalidade de cada uma delas e os pontos positivos.

Grade curricular mais flexível

As novas Diretrizes Curriculares Nacionais estão mais flexíveis e permitem que as instituições tenham maior autonomia. Ao contrário do que era na resolução em vigor desde o ano de 2002, as DCN atuais romperão o vínculo conteudista. O reitor do Centro Universitário FEI (Fundação Educacional Inaciana “Padre Saboia de Medeiros”), Fabio do Prado, afirma que isso é positivo para as universidades que, com a antiga resolução, não deveria tirar nada do currículo proposto pelas DCN e, se quisessem acrescentar alguma coisa, eram obrigadas a aumentar a carga horária dos cursos.



Apesar de ainda precisarem obedecer às Diretrizes Curriculares Nacionais, os cursos de graduação de engenharia têm mais liberdade, já que as diretrizes não estão tão detalhadas como eram. No entanto, o estudante pode ficar sossegado, que a formação básica continuará tão sólida como era, o que será flexibilizado está relacionado ao lado profissionalizante do curso.

O tipo de engenheiro que o curso de graduação deseja formar será decisivo para o Projeto Político Pedagógico da Universidade, que por sua vez, também influenciará na maneira que as DCNs serão adotadas. Fatores como o know-how emocional e profissional também serão levadas em conta, uma grande novidade, em relação à resolução do ano de 2002. É claro que as Diretrizes também garantem que as Universidades serão cobradas.

Inovação e Interdisciplinaridade

Segundo Fabio do Prado, as novas DCNs dão abertura para que as Universidades de Engenharia tenham mais iniciativa e inovações. É fundamental para o curso de graduação que um conteúdo aprendido em uma disciplina x será colocada em prática tanto em atividades quanto em projetos de uma disciplina y. E, como é possível que essa tendência se espalhe, as DCNs agora a tornaram regra.

Dividir um curso de graduação em disciplinas não deve se tornar um muro e, por este motivo, as Diretrizes estimularão atividades que integrem os cursos, sobretudo propondo projetos interdisciplinares. Projetos interdisciplinares são ideais para se adequar às demandas do Mercado de Trabalho e possibilitam que o engenheiro supere os obstáculos de forma inteligente.

Competências

Segundo as novas Diretrizes Curriculares Nacionais, o engenheiro deve ter o seguinte perfil:

  • visão integral;
  • ser visionário;
  • ser empreendedor;
  • ser capaz de solucionar problemas;
  • ser capaz de cooperar;
  • adotar, em sua prática, perspectivas que sejam tanto multidisciplinares como transdisciplinares.

Para que o futuro engenheiro possa fazer jus a este perfil, as Diretrizes Curriculares Nacionais apresentam um número de competências que o estudante universitário deve desenvolver durante os anos que estiver na faculdade.

Ao sair do curso de graduação, o formando terá de criar sistemas, componentes e/ou produtos, além de projetá-los e analisá-los. Trabalhar em equipe, se comunicar, aprender rapidamente e estar preparado para lidar com problemas também são destaques das novas diretrizes.

Por: Jéssica Lima Cochete

Deixe o seu comentário