Senai realiza curso de informática para jovens negros



18 jovens em situação de vulnerabilidade social que participaram de 30 horas de capacitação em informática básica.

Seleção de alunos que participaram dos cursos de inclusão digital realizados pelo Senai na seleção continuada. Foram 18 negros jovens em situação de vulnerabilidade social que participaram de 30 horas de capacitação em informática básica.

Igor Ramon Queiroz Gama, presidente do Diretório Central dos Estudantes reclama que mesmo estando dentro de uma faculdade, teve um tratamento diferenciado. Ele diz que sofreu racismo por parte da instituição, professores, e até da polícia. Contudo, mudaram ao verem minha carteira de presidente.



Por esse motivo, Ramos afirma que enquanto for ativista da comunidade negra fará de tudo para conseguir novas parcerias como a seleção de alunos para cursos de digitação, através do Coletivo Quilombo e realizado pelo Senai – Programa Senai de ações Inclusiva (PSAI), que aconteceu na quinta-feira (15), no Centro de Educação do Trabalhador do Sesi (CET).

Curso:



O curso contou com a participação de 18 jovens negros que viviam em situação de vulnerabilidade social, eles participaram de 30 horas de capacitação em informática básica. Os critérios adotados para a seleção foi seguido de acordo com a militância negra nos seguintes bairros: Geraldo Fleming, bairro da Paz, Parque das Palmeiras e Conquista.

A solenidade contou com a presença do diretor regional do Senai, João Cesar Dotto, além de várias outras personalidades da educação. Em palestra ministrada na ocasião da formatura, pela técnica de formação da Sedjuh, Gorete da Silva Pinto e Almerinda, os formandos puderam ouvir a palestrante falar sobre racismo, o que só enriqueceu seus currículos.

Emocionado um dos formandos, Remulo Willian de Souza, de 25 anos, diz que pretende continuar a se qualificar profissionalmente e se houver outras oportunidades não irá ficar de fora.

“Já negociamos parcerias para a unidade móvel ir a todas as regionais de Rio Branco”, diz Scallabrin, garantindo que este foi só o primeiro de muitos outros cursos que virão. Já o diretor regional do Senai, João Dotto, explica que o PSAI de inicio abrangia só o público de pessoas com deficiência. Hoje não, ele agora inclui a mulher, o indígena, o negro, o idoso e todos que fazem parte de uma minoria.

E para que fique mais sólido o diretor firmou parcerias com o estado, através das secretárias da Mulher e de Direitos Humanos, garantiu ele.

Por Ruth Galvão

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